Lula, de volta ao presente?

Lula, de volta ao presente?

Lula, de volta ao presente?

Por Caetano Patta*

Luiz Inácio Lula da Silva possui um potente capital político, fato reconhecido por qualquer um que observe a política brasileira. Num contexto em que Dilma Rousseff enfrenta turbulências relacionadas à economia, às tensões sociais, à base aliada e ao momento pré-eleitoral em si, este capital surge como assombração no apelo apócrifo do “Volta Lula”. Parece, contudo, que as diversas vozes que embarcam escondidas ou declaradamente nessa palavra de ordem deixam de levar em conta elementos importantes do passado e do presente, do indivíduo e da sociedade na hora de discutir cenários. Neste novo momento em que o Brasil vive, é fundamental entendermos as análises e apostas para além dos limites eleitorais e institucionais.

Em 2007, durante a batalha da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira), a retórica do então presidente Lula produziu uma peça famosa. Ele foi buscar inspiração em Raul Seixas para dizer: “prefiro ser considerado uma metamorfose ambulante, ou seja, mudando à medida que as coisas mudam”[1]. Estas palavras podem ser mais que mera descontração jogada para a plateia. A trajetória de Lula é repleta de reposicionamentos, tanto do ponto de vista do discurso quanto das bases sociais sobre as quais se projeta. De representante dos trabalhadores organizados, passou a representante das esquerdas democráticas que se opunham ao neoliberalismo, para então passar a representante dos pobres. Cada um desses movimentos chegou a ser visto, a sua época, como certa traição ou afrouxamento programático. As mudanças foram de fato permeadas por muitas contradições. No entanto, historicamente compõe uma trajetória que se fez sólida por ter na liderança de Lula sempre a expressão de uma base real e central nas disputas da sociedade.

As metamorfoses de Lula parecem acompanhar as metamorfoses políticas e sociais que ocorrem no Brasil, desde o início do fim da ditadura. Por um lado, é bastante razoável identificar um caminho de abrandamento do discurso e marginalização de pautas consideradas chave, por outro, a figura de Lula passou mais de três décadas sem perder a ligação com os setores populares – protagonistas e coadjuvantes – nas disputas sociais no Brasil. Talvez esteja neste histórico de renovação cujo fundamento está nos processos sociais a chave para entender o peso que Lula acumulou na política brasileira; visão certamente dotada de maior capacidade explicativa do que eventuais referências a um semideus infalível, como alguns preferem. A habilidade de uma liderança não está em fazer o que quer, mas em conseguir fazer o máximo dentro do que os processos históricos permitem.

Lula é apresentado, inclusive por opositores, como personagem que só encontra adversário à altura em Getúlio Vargas, quando o assunto é relevância na história política nacional. Internacionalmente, reúne três elementos invejáveis para qualquer liderança do velho terceiro mundo: popularidade interna; independência e liderança externa; e legitimidade democrática interna e externa.

No campo oposicionista, no qual se situa também parte da grande mídia, o “Volta Lula” busca sustentação nas pesquisas, que apontam o ex-presidente de fato como o único que ostenta índices tão altos ou até melhores que os de Dilma. A última coisa que a oposição gostaria de ver seria Lula presidente, mas ventila a possibilidade de sua candidatura, sabendo do impacto que pode gerar em sua real adversária. O “Volta Lula” cumpre o papel de motivar instabilidade na base de Dilma, dentro e fora da coalizão partidária que sustenta sua candidatura, fazendo do seu percurso até outubro uma caminhada de resistência à substituição da candidatura, mais do que seu fortalecimento gradual.

Cabe, no entanto, provocar: qual não é a fraqueza de uma oposição que se vê impelida a forçar a memória (viva) da expressão maior de seus fracassos recentes, como parte de sua estratégia? Mesmo causando danos à candidatura de Dilma, a constante lembrança – e, consequentemente, fixação no imaginário popular – de um Lula que estará nos palanques petistas não jogaria também no sentido de fortalecer e legitimar, justamente, aquele que gozará da maior liberdade para quebrar votos da oposição? O apoio a Lula é grande, mas a oposição parece esquecer que sua capacidade de transferir este apoio aos candidatos que defende também é.

Por outro lado, a mesma realidade se impõe também para o governo e o Partido dos Trabalhadores. Como explicar à população essa substituição, sem vestir a carapuça oferecida pelos setores oposicionistas de que o governo do PT fracassa e perde legitimidade? Sem encarar essa questão, a candidatura do PT teria de incorporar à sua campanha a explicação permanente da razão pela qual nem mesmo o próprio partido teria saído satisfeito com o desempenho de seu último governo. Aqueles que, de dentro da base que sustenta até aqui a presidenta, fizerem a opção por defender o “Volta Lula”, terão que resolver essa equação. Caso contrário, a emenda sai pior que o soneto.

Para além do capital político em jogo, o “Volta Lula” toma sentido também na crescente participação pública do ex-presidente. Cada ato público ou entrevista é apresentado como um indício de seu retorno às urnas ainda em 2014. Ele mesmo registrou em recente entrevista[2] concedida a blogueiros: desde a entrega da faixa à Dilma, a escolha teria sido de evitar os holofotes e, agora, retorna aos debates públicos. Os analistas (muitos deles comprometidos com o jogo da oposição) traduzem a constatação do retorno aos holofotes como movimento velado de tomar a candidatura de sua sucessora. Entre a constatação de que Lula voltou aos holofotes e a “descoberta” de que é candidato, no entanto, há muito mais a se refletir.

Há um padrão interessante na forma como Lula se movimenta, experimentado e aprendido em grande parte nas suas derrotas. Este padrão compreende acompanhar as mudanças da sociedade e da política; projetando-se nos novos arranjos, sem ficar para trás, mas também sem perder completamente a base de apoio anterior durante esses reposicionamentos, carregando boa parte dela para uma nova plataforma. Esta movimentação sempre contou, obviamente, com toda a carga de identidade popular, carisma e habilidade de Lula. Mas é importante frisar seu aspecto principal, que é de expressão e representação política e social. A sustentação vem dos interesses destes setores sociais e do amplo arranjo que, ao mesmo tempo em que lhes dá respostas parciais, os incorpora como base de apoio.

O Lula que temos hoje, assombrando 2014, teve seu significado construído no imaginário popular não apenas por conta de sua grande habilidade, mas principalmente na relação construída com o processo social que marcou a primeira década do século XXI no Brasil. O cientista político André Singer argumenta que um “realinhamento ocorre em 2006, quando se forma um bloco que vai sustentar a candidatura Lula contra todo o resto, em situação exatamente inversa em relação a 1989, exatamente entre os eleitores de menor renda. Simultaneamente os eleitores de classe média se retraem e passam a votar no PSDB”[3]. Trata-se de um movimento que alinha um grande contingente beneficiado pelos programas de transferência de renda e pela valorização do salário a Lula e seu governo. Esta é a base da última expressão de Lula antes de “sair” de cena, a base que ainda lhe rende a preferência e a confiança da maioria da população brasileira.

O “Volta Lula” acerta ao constatar que, enquanto estiver vivo, Lula será peça fundamental da política nacional. Adquire algum sentido a mais, como já foi dito, em cada fragilização de Dilma. Mas se fragiliza ao deixar de lado as mudanças sociais e políticas que dão os tons do Brasil desta década e a forma como a figura de Lula costuma e pode buscar se associar a esse tipo de reestruturação. As análises do tipo ceteris paribus são estranhas à trajetória deste personagem. Não se analisa Lula mantendo tudo o mais constante. O “Volta Lula” das vontades e dos analistas de jornal se empobrece não apenas ao não cogitar movimentações que eventualmente extrapolem a eleição de 2014, mas ao não enxergar, na sequência dos fatos, sinais de outros movimentos que não a candidatura, mas tão ou mais relevantes do que ela.

É importante analisar que, a um mês do início efetivo da disputa eleitoral, não se configura o quadro que justificaria a custosa substituição de uma candidatura de situação. Esta questão está sujeita ao timing do momento pré-eleitoral. Dilma segue favorita. Com Copa do Mundo no Brasil e uma eleição que terá temperos que nos lembrarão do gosto de 1989, o pleito pode até se resolver de outra forma que não a reeleição. Porém, a definição da candidatura não se dá a posteriori. O critério para a escolha do concorrente são as suas condições de disputa até o pleito e não a certeza de sua vitória ao fim do pleito. Mesmo que Dilma venha a se encontrar com a derrota na eleição, não é isso que selará o seu destino no presente momento, e sim tudo o que a presidenta ostenta hoje: candidata à reeleição, preferência do eleitorado (com sinais de estancamento de sua queda) contra os outros dois candidatos fortes (com natural subida de Aécio Neves)[4], apoio da militância e sustentação garantida por ao menos nove legendas.  A não ser que uma bomba exploda na conjuntura brasileira no máximo até o fim do próximo mês, muito maior do que a turbulência e os ataques que enfrenta, não há tempo suficiente para um desgaste de Dilma que venha justificar essa operação que não dispõe nem ao menos de uma estratégia por aqueles que a defendem. Assumindo o pragmatismo que tem marcado sua trajetória, o PT segue a máxima: melhor não trocar o certo pelo incerto. O certo nesse momento é que há uma estratégia para Dilma e que ela segue na frente, num cenário que provê alguma previsibilidade.

Façamos um breve esforço para levantar aquilo que os diversos “Volta Lula” estão deixando de levar em conta.

Na última década, as famílias mais pobres receberam cobertura de várias ordens por parte do governo federal, que incidiram sobre a miséria e a vulnerabilidade em seus diferentes graus, abrindo aos filhos dessas famílias novas perspectivas. Mesmo com condições precárias e salários baixos em diversas categorias, os jovens foram absorvidos pelo mercado de trabalho, que se mantém aquecido. A valorização dos rendimentos do trabalho foi puxada pelo salário mínimo, cujo aumento real alcançou 70% após dez anos de governo do PT[5] (2003-2013). Assim, ainda que num processo contraditório, a vida das pessoas melhorou. E deste contexto emerge um ator com forte potencial para ocupar o centro das disputas políticas brasileiras e dar o tom do período que se inicia: o setor jovem dessa nova classe trabalhadora, que não viveu o drama da inflação e nem o governo Lula na idade adulta, não se organiza em sindicatos e ocupa mais postos de estudo e de trabalho que todas as gerações precedentes. São os formadores de opinião dentro de casa e vivem conectados às redes sociais.

À mudança da configuração social brasileira, soma-se uma mudança clara na política em seu sentido mais amplo, cujas marcas são os protestos de junho passado. Deste ponto de vista, o Brasil que vivemos hoje, definitivamente, não é o mesmo Brasil da primeira década deste século. As tensões da sociedade brasileira e os anseios de setores específicos da população, aos quais corresponde uma representação infértil, acabaram por se manifestar de forma intensa na rua e nas redes sociais. Esta erupção, de corte ideológico confuso, pode ser lida como reclame contra a precariedade dos serviços públicos disponíveis para este novo Brasil que emergiu do processo de transformação da última década. Os sistemas de saúde, educação, transporte e segurança não dão cobertura[6] ao novo contingente que se move em sua direção, produzindo insatisfação. É fundamental registrar também que os jovens que compõe esta nova classe trabalhadora foram praticamente metade dos protestos de junho de 2013[7].

Esta mudança redistribui pesos, constrange e reestrutura processos dentro e fora da institucionalidade. Levando em conta os eventos que se seguiram a junho de 2013 – dos rolezinhos à greve dos garis do Rio de Janeiro, dos protestos contra a violência policial e a Copa do Mundo às manifestações nas redes sociais como “Eu não mereço ser estuprada”, da ocupação de espaços públicos para festas à ocupação de prédios para moradia –, podemos concluir que a política tem assumido um caráter de maior massificação em seus formatos extra-institucionais. A política deixou de caber apenas na institucionalidade e em seus limites, ao mesmo tempo em que sua prática no espaço público e não mediada pelo poder estabelecido parece ter derrubado parte da aversão com que era vista por amplos setores da sociedade ao longo das últimas duas décadas. A sociedade está mais mobilizada, para os diferentes lados.

O momento, portanto, é marcado por uma nova conjuntura política e pelo crescente potencial e centralidade dos jovens desta nova classe trabalhadora: com maior escolaridade, emprego e poder de compra, conectados, insatisfeitos e com pouca identidade no sistema político. Estes elementos, somados à atuação concreta que Lula vem adotando, permitem enxergar outras tendências para o papel que o ex-presidente pode desempenhar na política brasileira.

Tomando como base a entrevista[8] que concedeu aos blogueiros em abril, sua participação no XIV Encontro Nacional do PT[9] (que lançou Dilma como pré-candidata) e sua agenda cotidiana organizada a partir do Instituto Lula, é possível ter alguns elementos mais sólidos de como o ex-presidente se relaciona com essa conjuntura.

O primeiro ponto a se registrar é a insistente recusa a uma eventual candidatura sua. Em espaços do partido, da grande mídia e da mídia independente, afirma que sua candidata é Dilma e que trabalhará por sua reeleição, conclamando a militância a abraçar a recandidatura da presidenta. Outra postura corrente tem sido o conjunto duro de críticas à grande mídia, acompanhado da defesa da ampla liberdade de expressão, com a necessidade de uma lei que regulamente as concessões de canais de televisão, de acordo com a constituição de 1988, visando à pluralidade[10]. Seguindo a linha do partido, Lula defende a centralidade da reforma política com constituinte exclusiva e fim do financiamento privado das campanhas, que só sairia com pressão popular. Até aqui, o comportamento de Lula é o de um militante disciplinado, uma vez que o tom do XIV Encontro Nacional foi dado por duas ideias fortes: de um lado, o conjunto de reformas tendo como carro chefe a reforma política; do outro, concentração máxima na reeleição de Dilma.

Para além da reprodução do discurso oficial, Lula tem batido em outras teclas: a despolitização do PT e de sua militância, a necessidade da “esquerda” ir para cima da “direita”, do partido responder com mais firmeza em todos os espaços disponíveis aos ataques da oposição e da mídia, maior uso da internet e defesa das manifestações. O ex-presidente procura não desautorizar o Planalto, mas nas entrelinhas cobra postura mais firme contra os ataques que o governo tem recebido –  como no caso da Petrobrás – e se opõe a questões como a “lei-antiterrorismo”.

Quanto às manifestações, a leitura é de que elas são fruto direto do ciclo de mudanças dirigido pelo PT, de modo que as insatisfações corresponderiam justamente aos limites do projeto levado a cabo pelo partido à frente do governo federal por três mandatos. O sentido das manifestações seria, portanto, o de aprofundar as mudanças. Ao mesmo tempo, pondera que elas carregam forte carga de desinformação – colocada na conta da grande mídia e da diminuição da militância petista cotidiana – quanto à relação do PT com a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros, muitos deles ainda bastante jovens durante seus dois mandatos. A preocupação de Lula não é exagerada. Dentre os 67% de brasileiros que consideram que a vida melhorou no último ano, 52% consideram que esse avanço foi fruto do esforço pessoal e 31% atribuem a melhora a Deus. Apenas 2% creditam a melhora de vida ao governo[11]. Seria necessário, portanto, colher os frutos que foram plantados. Ou, em outras palavras, politizar as transformações da sociedade brasileira.

Este apanhado da crescente participação pública de Lula nos debates nacionais, tendo como pano de fundo as questões apontadas na conjuntura, nos sugere a possibilidade de o ex-presidente estar buscando melhor postura e posicionamento para acompanhar os movimentos que assumem centralidade na política. Lula insiste na politização da militância do PT, na simpatia e no contato com as redes e com as manifestações de rua e no tensionamento sobre os pontos críticos a serem desatados na disputa política nacional, como as reformas política e dos meios de comunicação, tidas como pontos cegos do atual sistema político. O ex-presidente parece se colocar como a outra cabeça de um PT que pode estar percebendo (por cima e por baixo) que quem apostar exclusivamente na desgastada política institucional nesta conjuntura será atropelado.

Como já foi dito, o PT real e pragmático – não o de algumas resoluções e vontades – segue a máxima de não trocar o certo pelo incerto. Difícil imaginar o partido migrando da limitada, porém, confortável esfera institucional para um projeto sustentado na ativa mobilização social. No entanto, considerando que o passar do tempo e o esquentar das tensões faz a esfera institucional cada vez mais limitada e menos confortável, não é difícil imaginar tal articulação em paralelo ao projeto institucional do PT.

Tem-se aqui tão somente a observação de uma possibilidade, para a qual se encontra sustentação em elementos deixados de lado pelos defensores ou analistas do “Volta Lula”. A saber, estes elementos são o padrão de sua própria trajetória política, a conjuntura brasileira e o comportamento e os discursos que o ex-presidente fez nos últimos meses. Lula de fato dificilmente ficaria de fora da cena política brasileira. Mas a questão é: por que a única possibilidade de sua “volta” seria assumindo a candidatura de sua sucessora? A conjuntura oferece e cobra mais do que apenas a disputa no âmbito eleitoral. Aos que não querem perder de vista um eventual retorno de Lula à presidência, 2018 não é tão distante assim. Neste caso, o ex-presidente acolhe a imaginação e alfineta seus críticos: “Aí eles pensam: e se o Lula não morrer e quiser voltar em 2018? Como é que fica?”[12].

Um dos traços comuns aos protestos de junho passado e à juventude da nova classe trabalhadora, emergente das transformações sociais da última década, é a recusa ou forte desconfiança em relação à institucionalidade, aos partidos e aos políticos em geral. Em meio a esta crise de representatividade, Marina Silva parece manter alguma margem de diálogo, mas por hora está imobilizada no projeto de Eduardo Campos. Além dela e de aventureiros que não tem seus nomes associados a “tudo isso que está aí”, Lula talvez seja um dos poucos personagens que teria condições políticas de se aventurar por essa enorme base que promete assumir o centro político e eleitoral do país no período que se inicia. Hoje, muitos se esquecem de que a história de Lula é feita também por muitas derrotas e limites. Por isso, levantar esta possibilidade não significa garantir nem sua execução, nem seu sucesso.

Não se pode esquecer, também, que estamos tratando de uma força política que se orientou e moldou-se crescentemente às mediações da institucionalidade nas últimas duas décadas e que movimentações no sentido oposto, como as cobradas pela conjuntura atual, requerem uma mudança ao menos parcial de rota, energia e acertos que não dependem apenas da vontade. O que se pode afirmar é que esta é uma possibilidade aberta, com a qual a postura de Lula tem dado sinais de diálogo. Nos parece necessário assumir que, neste momento, Lula é forte candidato a assumir o desafio de se lançar sobre as novidades sociais e políticas do país, que extrapolam o eleitoral e serão responsáveis por decidir as grandes disputas de nossa sociedade no próximo período. Seu desafio, nesse cenário, seria passar por mais uma metamorfose, acompanhando a última metamorfose da sociedade brasileira. Se estamos aqui falando de Lula, e não de outro personagem qualquer, é porque ele conseguiu não ficar para trás ao longo dos últimos 30 anos. O Brasil vive um novo presente, com novas contradições e perspectivas. E Lula, seguirá mudando à medida que as coisas mudam?

*Caetano Patta é sociólogo formado pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

Este texto foi revisado por Camilla Dábliu Vê.

[1] http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL205291-9356,00-LULA+PREFIRO+SER+CONSIDERADO+UMA+METAMORFOSE+AMBULANTE.html

[2] http://www.institutolula.org/leia-a-integra-da-transcricao-da-coletiva-de-lula-aos-blogueiros/#.U27epPldXT8

[3] http://www.brasildefato.com.br/node/11399

[4] http://datafolha.folha.uol.com.br/eleicoes/2014/05/1451891-dilma-estabiliza-e-aecio-cresce-se-eleicao-fosse-hoje-haveria-2-turno.shtml

[5] http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2012/12/reajuste-do-minimo-leva-a-aumento-real-de-70-em-dez-anos

[6] http://www.estadao.com.br/noticias/geral,brasileiro-se-diz-insatisfeito-com-servicos-publicos,1158006,0.htm

[7] http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-33002013000300003&script=sci_arttext&tlng=es

[8] http://www.institutolula.org/leia-a-integra-da-transcricao-da-coletiva-de-lula-aos-blogueiros/#.U27epPldXT8

[9] http://www.enfpt.org.br/node/1034

[10] http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2014/05/14/lula-faz-discurso-forte-em-defesa-da-regulacao-da-midia/

[11] http://www.estadao.com.br/noticias/geral,brasileiro-se-diz-insatisfeito-com-servicos-publicos,1158006,0.htm

[12] http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/05/1455880-oposicao-tem-medo-que-lula-volte-em-2018-diz-o-ex-presidente.shtml

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Categorias: Opinião, Política, Sociedade

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