Mas não me altere o samba tanto assim

Não me altere o samba tanto assim, de Caetano Patta

Não me altere o samba tanto assim, de Caetano Patta

Defender a privacidade, o compromisso com a verdade, a seriedade no registro jornalístico e historiográfico é sensato e necessário. Entretanto, a saída encontrada pelo Procure Saber é bastante questionável. A sociedade brasileira finalmente vive um momento de investigação de um dos períodos mais obscuros de sua história, marcado inclusive pela censura e exílio destes geniais artistas da música popular.

Se essa brecha existe, isso se deve à incansável luta pela verdade, memória e justiça encampada por diversos setores da sociedade. A mesma sensatez que nos permite reconhecer a pertinência de condenar e constranger o sensacionalismo e eventuais ataques à privacidade nos impede de igualar Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil aos censores da Ditadura. Mas a sociedade tem o direito de convidar artistas que têm tantos episódios de contribuição brilhante e corajosa contra o arbítrio em suas biografias a não promoverem nada que enfraqueça essa luta, nada que relativize a censura e a liberdade de expressão.

Os riscos estão expressos na entrevista do deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) à Época.

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