A Reta Final

Marina Silva fala no Acre (Foto: Talita Oliveira)

Marina Silva fala no Acre (Foto: Talita Oliveira)

Na semana passada, dois partidos tiveram seu registro concedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE); o Solidariedade (SDD), de Paulinho da Força, que se identificará pelo número 77, e o Partido Republicano da Ordem Social (PROS), que utilizará o número 90. A data final para o registro de partidos que queiram concorrer às eleições em 2014 é 5 de outubro, justamente um ano antes do próximo pleito.Para ser legalizado, um partido precisa de apoio registrado em assinaturas de pelo menos 0,5% dos votos nas últimas eleições para a Câmara dos Deputados, não se levando em conta os votos em branco e nulos, e que estejam necessariamente distribuídos por um terço ou mais dos estados da federação, tendo um mínimo de um décimodo eleitorado de cada uma dessas unidades federativas. O que, no Brasil, significa obter um pouco mais de 490 mil assinaturas válidas.

O vice-procurador-geral eleitoral, Eduardo Aragão, deu parecer negativo ao registro da Rede, alegando que o partido não tem nem o número mínimo necessário de assinaturas para registro e nem apresenta “caráter nacional”. O Ministério Público Eleitoral então recomendou que o partido não fosse registrado. Enquanto isso, as lideranças da plataformase articularampara pedir aoTribunal Superior Eleitoral (TSE) a possibilidade de se conseguir um registro temporário, antes do prazo, abrindo assim espaço para que as assinaturas possam ser verificadas inclusive depois do dia 5 de outubro.Ontem à noite, o TSE já decidiu de forma definitiva que o partido não receberá o registro.Sem prever e se precaver da burocracia e da justiça eleitoral, a Redenão conseguiu sequer coletar o número mínimo necessário de apoiadores para atingir o piso a tempo.

Mas não foi sóa expectativa da aprovação do registro da Rede que deixao cenário eleitoral para 2014 incerto. Marina, que já teria 20% das intenções de voto nas pesquisas de opinião sem nem mesmo ter partido ou plataforma, o que faria dela uma forte concorrente. SSem a candidata, o cenário precisará ser reajustado com a disputa pelo provável segundo turno ficando, a princípio, entreDilma Rousseff, e um segundo candidato, sendo este Aécio Neves (PSDB)ou Eduardo Campos (PSB). Ambos contam com fortíssimas bases eleitorais locais em seus estados de origem, respectivamente,Minas Gerais e Pernambuco, mas ainda enfrentam dificuldades em nacionalizar suas imagens. Marina tem até amanhã para filiar-se a algum partido, caso queira concorrer.

O governador do Ceará Cid Gomes, preparando sua migração para o PROS, declarou acreditar que Eduardo Campos, seu futuro-ex-correligionário, não conseguirá reunir apoio suficiente para se candidatar. Marina Silva já disse que acha que mesmo que fique de fora das eleições, não será fácil para o PT se re-eleger. José Serra decidiu ficar no PSDB e ainda se declara vivo na disputa interna pela indicação tucana à presidência, apesar da candidatura de Aécio ser dada como certa.Caso nem Marina nem Campos consigam viabilizar suas candidaturas, abre-se a possibilidade da disputa presidencial seguir o padrão das últimas 5 eleições e polarizar-se, mais uma vez, entre PT e PSDB.

Texto de Juliana Moura Bueno

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Categorias: Política

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